Cuidados paliativos e o mal de Parkinson

Postado por Laís Santos

Saleem, T. Z., Higginson, I. J., Chaudhuri, K.R., Martin, A., Burman, R., & P Leigh, P. N. (2012). Symptom prevalence, severity and palliative care needs assessment using the Palliative Outcome Scale: A cross-sectional study of patients with Parkinson’s disease and related neurological conditions. Paliative Medicine, 27(8), 722-731. doi: 10.1177/0269216312465783

Em saúde, de maneira geral, observa-se o predomínio de práticas voltadas para a cura ou prevenção de doenças. Com isso, tratar e acompanhar pacientes em estado terminal, ou com doenças crônicas se torna mais difícil. Nesse sentido, os cuidados paliativos surgem como uma importante estratégia de cuidado. Conceitualmente, os cuidados paliativos dizem respeito ao trabalho realizado por uma equipe multidisciplinar que faz uso de estratégias de intervenção voltadas para o bem-estar e a qualidade de vida dos sujeitos, proporcionando alívio nos âmbitos físico, psíquico e social dessas pessoas, muitas vezes em estados terminais, e/ou portando doenças incuráveis tais como o mal de Parkinson, assim como também de seus familiares.
Em saúde, de maneira geral, observa-se o predomínio de práticas voltadas para a cura ou prevenção de doenças. Com isso, tratar e acompanhar pacientes em estado terminal, ou com doenças crônicas se torna mais difícil. Nesse sentido, os cuidados paliativos surgem como uma importante estratégia de cuidado. Conceitualmente, os cuidados paliativos dizem respeito ao trabalho realizado por uma equipe multidisciplinar que faz uso de estratégias de intervenção voltadas para o bem-estar e a qualidade de vida dos sujeitos, proporcionando alívio nos âmbitos físico, psíquico e social dessas pessoas, muitas vezes em estados terminais, e/ou portando doenças incuráveis tais como o mal de Parkinson, assim como também de seus familiares.
Por se tratar de uma doença neurodegenerativa que ainda não tem cura, a gestão do mal de Parkinson permanece em grande parte atrelada à prática de cuidados paliativos. Estima-se que, apesar de necessária, poucas pessoas afetadas pelo Parkinson tem acesso aos cuidados paliativos, mesmo sabendo que as formas de cuidado mais tradicionais, além de produzirem vários efeitos severos e indesejáveis, principalmente na fase final da mesma, geralmente tem baixa eficácia. Com isso, o estudo em questão objetivou avaliar a prevalência dos sintomas, a gravidade e as necessidades de cuidados paliativos de pacientes com Parkinson em estágios avançados.
Para tanto, realizou-se um estudo transversal usando uma ferramenta de avaliação de cuidados paliativos, a Escala de Resultados Paliativos. A amostra foi composta por 82 pacientes cuja média de idade foi de 67 anos (38-86) divididos entre o diagnóstico Parkinson (n = 48; 58,5%), atrofia de múltiplos sistemas (n = 18; 22,0%) e paralisia supranuclear progressiva (n = 16; 19,5%). Observou-se uma média de 10.7 para os sintomas físicos. Mais de 80% tiveram dor, fadiga, sonolência diurna e problemas de mobilidade. Outros sintomas listados foram constipação, perda de controle da bexiga, dificuldades de deglutição, baba, falta de ar e problemas no sono.
Viu-se que 70% e 60% dos participantes sentiam ansiedade e depressão respectivamente. Outros 85% percebiam que suas famílias se sentiam ansiosas ou preocupadas em relação a eles. Houve correlação positiva entre o número de sintomas e a gravidade da doença (r = 0,39, p = 0,01). A escala de resultados paliativos apresentou média de 13,6, ou seja, necessidade moderada de cuidados paliativos. Como conclusões principais, os autores apontaram a necessidade de mais estudos que avaliem o mal de Parkinson usando a Escala de Resultados Paliativos, visto que esse havia sido o primeiro com esse objetivo, amostra e instrumento. Em geral, observou-se também um grande número de sintomas e preocupações entre os pacientes que estavam nos estágios mais avançados da doença. Sugere-se então, o emprego de práticas de cuidado paliativo, como forma de propiciar mais qualidade de vida para esses pacientes e seus familiares.

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